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DEUS ABOMINA A IDOLÁTRIA

 
O QUE É PECADO DE IDOLATRIA? 

Ídolo= Tudo que se tributa respeito ou afeto excessivos: 
• “MT 10:37 – Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.” 
• “CL 3:5 – Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza (amor ao dinheiro), que é idolatria;” 

Amar alguém ou alguma coisa excessivamente, isso é idolatria. 

• “AP 19:1 – …Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; ” 
• “MT 4:10 – Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele sevirás .”
• “MC 12:29 – E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o Único Senhor .” 
• “1SM 7:3 – Então falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se com todo o vosso coração vos converterdes ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao SENHOR, servi a Ele só , e vos livrará da mão dos filisteus.” 

Imagens de esculturas: 

• “AT 17:29 – Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.” 
• “IS 30:22 – E terás por contaminadas as coberturas de tuas esculturas de prata, e o revestimento das tuas esculturas fundidas de ouro; e as lançarás fora como um pano imundo, e dirás a cada uma delas: Fora daqui.” 

Todos nós sabemos que imagens de escultura não deve ser adorada, nem é merecedora de coisa alguma, pois é matéria bruta (gesso, metal) que não fazem nada. O erro, portanto, vem em fazê-la para representar almas de mortos que chamam de “santos” e “santas”, para os venerar, fazer pedidos, etc. pois está escrito: 
• “JO 14:13 – E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” 
• “JO 15:16 – Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” 
• “JO 16:23 – …Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.

Perceba acima o Sr. Jesus dizendo que se deve fazer qualquer pedido somente à ELE para que DEUS PAI seja glorificado através do DEUS FILHO, e não em “santos”, senão Jesus teria dito: tudo quanto pedirdes em meu nome ou em nome de santos eu o farei. Jesus deixou SÓ ELE como opção! 

Há uma grande diferença entre pedir uma ajuda em oração (intercessão) para alguém que está vivo e aqui neste mundo físico, e pedir ajuda à alguém que já não está mais entre nós neste mundo físico, mesmo havendo vida após a morte (mundo espiritual)

DEUS é o único onipresente! Só DEUS pode estar ao mesmo tempo ouvindo e respondendo as orações de TODOS ao mesmo tempo. E também as almas dos mortos não ficam entre nós para que nos ouçam.

A doutrina de BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO é tudo invenção de homens, não é ensinamento Cristão. 

Testificações contra a idolatria: 

• “RM 1:23 – E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.” 
• “RM 1:25 – Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” 

Honrar e servir mais a criatura do que o Criador, é exatamente honrar e servir o que dizem ser “santos” e “santas”. Até a Maria é criatura de Deus e não deve ser adorada ou “venerada”. Devemos apenas respeitá-la, pois ela foi uma bem-aventurada.

Jesus não é criação de Maria (VEJA: Deus tem pai e mãe? ) 

CRISTO morreu, mas ressuscitou e vive eternamente e ainda está conosco todos os dias até o fim. CRISTO não está apenas no céu, à destra de DEUS, pois é onipresente: 
• “MT 28:20 – Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” 

Exemplos de idolatria: 

• “AT 3:11 – E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão. 
AT 3:12 – E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? 
AT 3:13 – O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto.” 

• “AT 10:25 – E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. 
AT 10:26 – Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” 

• “AP 19:9 – E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. 
AP 19:10 – E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” 

E, mesmo depois disso, João, como muitos, ainda não tinha aprendido, praticou idolatria novamente: 
• “AP 22:8 – E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. 
AP 22:9 – E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” 

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR 

• “SL 33:12 – Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança.” 
• “SL 144:15 – Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR.” 

Infelizmente não é isso o que tem acontecido. No lugar do Senhor colocaram uma senhora… Estão distorcendo a verdade por soberba, imposição de uma ideologia humana para benefícios pessoais. 
Os querubins 

• “ÊX 25:18 – Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.” 

Aqui parece ser uma explicação para as crenças que apoaim o pecado de fazer imagens de escultura. Mas vamos compreender o contexto: 
• “ÊX 25:22 – E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.” 

Os dois querubins serviam como lembrança que DEUS está entre os querubins: 
• “SL 99:1 – O SENHOR reina; tremam os povos. Ele está assentado entre os querubins; comova-se a terra.” 

Ficavam no Santo dos Santos, onde ninguém podia entrar, a não ser o sumo sacerdote, e uma vez por ano. Quer dizer que esses querubins não eram idolatrados (não recebiam rezas, pedidos, “veneração”, etc.) e muito menos eram canonizados, ou, beatificados, pois isso não existe. 
• “NM 7:89 – E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com o SENHOR, então ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que estava sobre a arca do testemunho entre os dois querubins; assim lhe falava.” 

Aqui se percebe que não há comunicação com os querubins de ouro, mas sim somente com DEUS! 
• “1RS 6:23 – E no Santo dos Santos fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um da altura de dez côvados.” 

Os querubins aqui estão na mesma condição dos querubins acima citados. 
• “1RS 7:29 – E sobre as cintas que estavam entre as molduras havia leões, bois, e querubins, e sobre as molduras uma base por cima; e debaixo dos leões e dos bois junturas de obra estendida.” 

Leões, bois, e querubins eram simplesmente símbolos de poder. Nada “venerável” nem canonizado. 

A serpente de metal 

• “NM 21:4 – Então partiram do monte Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; porém a alma do povo angustiou-se naquele caminho. 
NM 21:5 – E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil. 
NM 21:6 – Então o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel.
NM 21:7 – Por isso o povo veio a Moisés, e disse: Havemos pecado porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós estas serpentes. Então Moisés orou pelo povo. 
NM 21:8 – E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela. 
NM 21:9 – E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia.” 

A serpente de metal tipifica Jesus, feito pelo pecado de vós, para nos salvar:
• “JO 3:14 – E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;” 

Olhar e viver era a mais simples representação de fé! 

Podemos dizer que a serpente é o pecado e a haste lembra a Cruz de Jesus, onde todos os que olharem receberão a salvação (cf. RM 8:3; 2CO 5:21). 

É bom lembrar que também essa serpente de metal não recebeu nenhuma reza ou pedido, não foi venerada, canonizada, etc., mas somente olharam à ela e, mais tarde, foi destruída. 

DEUS rejeita as imagens usadas para representar alguém 

• “MQ 5:13 – E destruirei do meio de ti as tuas imagens de escultura e as tuas estátuas; e tu não te inclinarás mais diante da obra das tuas mãos.” 

• “OS 11:2 – Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a baalins, e queimavam incenso às imagens de escultura.” 

• “JR 8:19 – Eis a voz do clamor da filha do meu povo de terra mui remota; não está o SENHOR em Sião? Não está nela o seu rei? Por que me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com vaidades estranhas?” 

• “ÊX 20:4 – Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 
ÊX 20:5 – Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” 

• “SL 97:7 – Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante DELE todos os deuses.” 

• “IS 42:8 – Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” 

• “IS 45:20 – Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.” 

• “NA 1:14 – Contra ti, porém, o SENHOR deu ordem que não haja mais linhagem do teu nome; da casa dos teus deuses exterminarei as imagens de escultura e de fundição; ali farei o teu sepulcro, porque és vil.” 

• “LV 26:1 – NÃO fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus.” 

• “LV 26:30 – E destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas imagens, e lançarei os vossos cadáveres sobre os cadáveres dos vossos deuses; a minha alma se enfadará de vós.” 

• “DT 4:16 – …Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher;” 

• “DT 4:23 – Guardai-vos e não vos esqueçais da aliança do SENHOR vosso Deus, que tem feito convosco, e não façais para vós escultura alguma, imagem de alguma coisa que o SENHOR vosso Deus vos proibiu.” 

• “DT 7:5 – Porém assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas; e cortareis os seus bosques, e queimareis a fogo as suas imagens de escultura.” 

• “DT 16:22 – …Nem levantarás imagem, a qual o SENHOR teu Deus odeia.” 

• “DT 27:15 – Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao SENHOR, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém.” 

• “JZ 3:26 – E Eúde escapou, enquanto eles se demoravam; porque ele passou pelas imagens de escultura, e escapou para Seirá.” 

• “2CR 33:22 – E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como havia feito Manassés, seu pai; porque Amom sacrificou a todas as imagens de escultura que Manassés, seu pai tinha feito, e as serviu.” 

• “IS 21:9 – E eis agora vem um carro com homens, e um par de cavaleiros. Então respondeu e disse: Caída é Babilônia, caída é! E todas as imagens de escultura dos seus deuses quebraram-se no chão.” 

• “IS 17:7 – Naquele dia atentará o homem para o seu Criador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel. 
IS 17:8 – E não atentará para os altares, obra das suas mãos, nem olhará para o que fizeram seus dedos, nem para os bosques, nem para as imagens.” 

• “IS 41:29 – Eis que todos são vaidade; as suas obras não são coisa alguma; as suas imagens de fundição são vento e confusão.” 

• “IS 42:17 – Tornarão atrás e confundir-se-ão de vergonha os que confiam em imagens de escultura, e dizem às imagens de fundição: Vós sois nossos deuses.” 

• “IS 44:10 – Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?” 

• “IS 45:16 – Envergonhar-se-ão, e também se confundirão todos; cairão juntamente na afronta os que fabricam imagens.”

• “JR 10:14 – Todo o homem é embrutecido no seu conhecimento; envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito.” 

• “JR 50:38 – Cairá a seca sobre as suas águas, e secarão; porque é uma terra de imagens esculpidas, e pelos seus ídolos andam enfurecidos.” 

• “JR 51:47 – Portanto, eis que vêm dias, em que farei juízo sobre as imagens de escultura de Babilônia, e toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus mortos cairão no meio dela.” 

• “NA 1:14 – Contra ti, porém, o SENHOR deu ordem que não haja mais linhagem do teu nome; da casa dos teus deuses exterminarei as imagens de escultura e de fundição; ali farei o teu sepulcro, porque és vil.” 

• “HC 2:18 – Que aproveita a imagem de escultura, depois que a esculpiu o seu artífice? Ela é máscara e ensina mentira, para que quem a formou confie na sua obra, fazendo ídolos mudos?”

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MARIA NOSSA IRMÃ AMADA,MAS NÃO PODE RESPONDER NENHUMA ORAÇÃO, NÃO É MÃE DE DEUS E SIM DE JESUS O HOMEM…MARIA NÃO RESSISSITOU POIS ISSO CONTRARIA A ESCRITURA.VEJAMOS O QUE A BIBLIA DIZ A ESSE RESPEITO CONFIRA EM SUA BIBLIA CATÓLICA.

   Apologética       Catolicismo

MARIA – Nossa irmã em Cristo

Publicado em 5/2/2005

Walter Santos Baptista – Pastor da Igreja Batista Sião em Salvador, BA
JesusSite

(Lucas 1.26-28)

Desejamos saudar as mães cristãs ao meditar sobre a mãe de Jesus, nosso Salvador, modelo de mulher cristã, modelo de mãe, modelo de mãe cristã. Falamos tanto em Pedro, Paulo, João, Barnabé, ou nas santas mulheres da Bíblia como Sara, Miriã, Débora, Ester, Maria Madalena, Marta e Maria, Priscila, mesmo a anônima samaritana, mas esquecemos de voltar os olhos, a mente e o coração para a mulher de coragem, submissa, dedicada, agraciada, serva de Deus que foi Maria de Nazaré!

Por outro lado, tentaremos desfazer a idéia errônea de não-evangélicos a respeito do relacionamento entre os cristãos evangélicos e Maria, nossa irmã na fé, e mãe do Redentor.

SUA PESSOA

O Novo Testamento tem pouco a dizer sobre Maria. É, na verdade, extremamente lacônico ao falar de sua vida. Não tem ela lugar de proeminência nos Evangelhos. Como diz uma autora católica “Parece até ausente do ministério de Jesus, seu filho” Dois dos evangelistas até deixam de colocá-la no início do relato (Marcos e João), pois a história da infância de Jesus, os chamados “Evangelhos da Infância”, somente é relatada em Mateus e Lucas.

Suas últimas palavras registradas foram as do casamento em Caná da Galiléia (João 2.3). Fora esse episódio, quantas anotações temos do que falou? Em Mateus e em Marcos nada foi registrado. Em Lucas, (1) na cena da anunciação (1.34,38), (2) no Magnificat (1.46-55), e (3) em 2.48 quando Jesus já está com doze anos e fora levado para se tornar um bar mitzvá . E apesar de todo esse silêncio, a Outra Igreja procura construir um elaborado sistema de obras de Maria e de devoção à sua pessoa?!

Seu nome é a forma greco-latina do hebraico Miriam, nome da irmã de Moisés. No Novo Testamento, é registrada a presença de várias Marias: Maria Madalena, Maria, irmã de Lázaro e de Marta, Maria, a mãe de João Marcos, Maria, membro da igreja em Roma, e Maria de Nazaré.

De fato, morava em Nazaré. O Novo Testamento não o afirma, mas o chamado Proto-evangelho de Tiago declara terem sido seus pais Joaquim e Ana. Tinha cerca de quatorze anos quando ficou noiva de José, carpinteiro de profissão e descendente da casa real de Davi, da qual haveria de nascer o Messias.

Lucas descreve a cena do anúncio de haver sido escolhida para mãe do Messias (1.26ss). O mensageiro de Deus a chama de “agraciada”, ou seja, que ela era alvo de um favor especial de Deus, e não que fosse fonte de graça. Esse favor, essa graça especial era ser mãe do “Filho do Altíssimo”, mãe do filho do El Elyon (cf. 1.32)! Ora, senhoras e moças judias ansiavam pelo privilégio de ser a mãe do Ungido de Deus, porém Ele não buscou essa moça no palácio de Herodes nem nas camadas altas da sociedade entre os saduceus; fê-lo entre o povo, e agraciou uma jovem simples, pobre, surpreendendo, deste modo, a expectativa e mente de todos (cf. 1Co 1.27). Maria era tão humilde, simples e pobre que ao levar Jesus bebê a Jerusalém para o consagrar, e fazer o sacrifício ordenado pela Lei de Moisés (Ex 13 .2; Lv 12.1-3, 6-8), ofereceu dois pombinhos em vez de um cordeiro (Lc 2. 24).

Aliás, poderia ter dito “não” quando do anúncio, mas não o fez; poderia ter evitado todo o futuro sofrimento, aceitou-o, porém, com resignação e entrega absolutas. Suas Palavras o atestam: “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1.38a).

Concebeu do Espírito Santo como o diz Mateus 1.18 (cf. Lc 1.35) tornando-se entre as mulheres a única que pode ser chamada, como o foi por Isabel, “bendita” por trazer no ventre o “bendito fruto” do Eterno (cf. Lc 1.42).

IDÉIAS SOBRE MARIA

Dói-nos ter que abordar o que segue; preferiróamos não precisar mencionar certas questões de teologia popular e, lamentavelmente, também de teologia oficial a respeito da mãe de Jesus. Nosso objetivo não é atacar ou hostilizar a crença de ninguém. Mas, sim, examinar o que diz a Bíblia sobre certas atitudes, doutrinas, dogmas que desvirtuaram o lugar dessa extraordinária mulher cristã, bendita entre as demais.

As idéias não encontradas na Bíblia são: a imaculada conceição, a sua virgindade perpétua, a co-redenção, a sua assunção corporal aos céus, o título “Mãe de Deus”, o culto a Maria. Tudo nasce da pergunta se Maria é salva ou salvadora. Diz a Bíblia que precisou ser salva, pois a própria Maria o afirma: “o meu espírito exulta em Deus meu salvador” (Lc 1.47). Pensar diferentemente leva aos dogmas que a Igreja majoritária tem formulado.

A imaculada conceição. É a idéia que para ser mãe do Salvador que não tinha pecado, ela mesma teria que ser isenta de pecado. Deus a teria, portanto, preservado já na sua fecundação da mancha do pecado original. Essa é uma idéia que não combina com a doutrina da Bíblia que ensina “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.23, 24).

Ter sido escolhida para gerar o Messias não significa ter sido concebida e nascida sem pecado, nem ter sido a mais perfeita mulher que já viveu. Esse dogma foi promulgado em 1854 pelo Papa Pio IX.

A virgindade perpétua ensina que a mãe de Jesus foi virgem antes, durante, depois do parto, e continuou a sê-lo durante sua vida de casada, de esposa e mãe. Tal doutrina foi definida pelo Concílio Constantinopla II em 553, e nasceu, sobretudo, do apreço à vida monástica (em franco progresso o ascetismo), e do menosprezo ao casamento considerado como estado inferior ao celibato. A insistência católico-romana na virgindade perpétua de Maria objetiva justificar o celibato dos seus sacerdotes e freiras. A Bíblia, no entanto, fala diferentemente: chama a Jesus de seu filho “primogênito” e não de “unigênito” .

Grávida virgem, deu à luz virgem, porém Mateus 1.25 ensina que após o nascimento (e a purificação subseqüente), passou a ter vida matrimonial perfeita e absolutamente normal:

“… e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de Jesus”. (Mt 1.25).

E porque não é desdouro ser a mãe do Messias e mãe de outros filhos com seu marido, o Novo Testamento apresenta os nomes de seus filhos: Tiago, José, Simão e Judas, além das irmãs não nomeadas (cf. Mc 6. 3). Que divina sabedoria, o Espírito Santo ter permitido registrar o nome de seus irmãos! Há quem queira dizer que (1) seriam filhos de José de um casamento anterior, não há, porém, registro disso; ou primos de Jesus, no entanto, a palavra usada foi adelphos, pois existe outra, anepsiós que quer dizer “primo, sobrinho”, não usada aqui pelos evangelistas.

Co-redenção de Maria junto à cruz do Calvário, ou seja, “sócia na obra da salvação”. Uma coisa é dizer que Maria teve um papel único, exclusivamente seu na realização do plano de Deus para a salvação da pessoa humana; é dizer que os fatos da encarnação e do nascimento virginal são de tremendo significado para a Cristologia. Mas outra coisa é atribuir-lhe função salvífica, papel de salvadora e obra co-redentora.

Muita lenda tem surgido por falta de informação e estudo da Bíblia. Jesus ensinou que “errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29), e por falta de conhecimento da Palavra Santa, há quem participe da Ceia (Eucaristia) nos cinco primeiros sábados (pois sábado é o dia do calendário que lhe é dedicado), esperando escapar do inferno sem que se preocupe com uma conduta digna do nome de cristão. E há quem dedique o dia de Sábado ao louvor de Maria que, segundo ensinam, visita o purgatório de onde leva muitas almas para o céu com ela. Quantos erros?! O purgatório?! a salvação após a morte?! Maria salvadora?!

Diz, no entanto o Novo Testamento: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”( 1Tm 2.5).

“Seja conhecido de vós, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. E em nenhum outro há salvação; porque deibaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em quem devamos ser salvos” (At 4. 10-12).

Assunção. A doutrina é que Maria após a morte teria sido levada corporalmente para o céu, dogma que foi promulgado em 1950 pelo Papa Pio XII. Nenhum ensino bíblico há sobre isso.

Maria, “Mãe de Deus”. Dogma definido no Concílio de Éfeso em 431, e baseado na idéia de que a sua maternidade diz respeito à pessoa inteira de Jesus. Portanto, se Jesus é homem e é Deus, Maria é mãe do homem Jesus e Mãe de Deus (?!) Fiquemos alerta que em lugar algum, o Novo Testamento a chama “Mãe de Deus”. É mãe, sim, do filho de Deus. Nem “Mãe da Igreja”. São ensinos estranhos ao evangelho. Mas foi “agraciada”, bendita entre as mulheres, e exemplo corretíssimo de aceitação, obediência, dependência, submissão, subordinação e serviço a Deus.

O culto a Maria. Diz a doutrina da Outra Igreja que há três tipos de culto: latria (adoração exclusiva a Deus); hiperdulia (alta veneração só prestada a Maria); dulia (veneração aos santos, a lugares e objetos considerados santos). A Bíblia não se pronuncia sobre nada disso nisso! Ao contrário:

“Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Ex 20.3-5).

A Bíblia não admite adoração a astros, estrelas, seres animais, pessoas humanas (At 10.25, 26), anjos (Ap 22. 8,9). E cada vez que isso acontecia, Deus exercia Seu julgamento: é só ler o Livro de Juízes, os sermões dos profetas, ou casos, como a morte de Herodes (At 12.21-23).

O culto a Maria é uma desonra a Deus por causa da proibição do uso de imagens. É o problema de se acrescentar algo mais à verdade da Bíblia.

Pois não há sinais de veneração, culto, ou hiperdulia a Maria no Novo Testamento. Os magos do Oriente não prestaram adoração à estrela, nem a José ou a Maria, mas a Cristo (Mt 2.11); seus presentes foram dados não a Maria ou a José, mas a Jesus; os apóstolos nunca oraram à mãe de Jesus nem lhe prestaram honras especiais; Pedro chamado o primeiro papa, Paulo e Tiago não a mencionam em suas cartas; mesmo João, que dela cuidou até sua morte, não a menciona (Jo 19.27). Instalada a Igreja no Pentecoste, o nome “dado entre os homens, em que devamos ser salvos” é o de Jesus (At 4.12). Um caso que poderia ter sido o primeiro de veneração a Maria foi rechaçado e corrigido na hora por Jesus:

“Ora, enquanto ele dizia estas coisas , certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. Mas ele respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam” (Lc 11.27, 28).

É chamada “Rainha dos Céus” (Regina Coeli) título monstruoso porque era dado à deusa da fertilidade de Canaã, Astarte: “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, a fim de me provocarem à ira” (Jr 7.18; cf. 44.17-19, 25).

O culto de Maria iniciou-se após o quarto século.

COMO NÓS – OS EVANGÉLICOS – A VEMOS

Honramos a Maria, mãe de Jesus, com a mesma homenagem que a Bíblia lhe presta: “bendita entre as mulheres” (Lc 1.42), e reconhecemos que ela foi o vaso que trouxe a água da vida, Ela não é a água da vida, o pão da vida, o caminho, a verdade, ou a ressurreição e a vida.

Com todas as gerações nós a chamamos “bem-aventurada” porque cria na palavra de Deus (Lc 1.48), mas não a deificamos, cultuamos ou oramos a ela. Ao contrário, com ela cultuamos o Filho de Deus; não cultuamos através dela como se medianeira fosse. Essa é a ilusão do movimento “Peça à mãe que o filho atende”, que não tem base na Bíblia, que, contrariamente, ensina “… tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15.16; cf. 14.13, 14). Ou seja, “Peça ao Pai em nome do Filho, que Ele atende”.

Nós a reconhecemos como “bem-aventurada”, ainda, porque na sua dedicação à vontade de Deus, na sua fé, na sua obediência, é exemplo para nós. É exemplo e modelo a ser imitado não mais, porém, que outros do Antigo ou do Novo Testamento.

Nós a vemos como mulher de louvor, oração e piedade. Seu cântico em Lucas 1.46-55, e que se assemelha em forma e conteúdo ao de Ana (1Sm 2. 1-10), é uma linda página de sensibilidade e profunda espiritualidade.

Atos 1.14 apresenta Maria em oração com outros crentes, sem ter, porém, autoridade e prioridade sobre o grupo. Piedosa, realizou todos os ritos fixados pela Lei: a circuncisão, a purificação, a apresentação no Templo, e ano a ano realizava uma peregrinação a Jerusalém na Páscoa. Após o nascimento de Jesus, trouxe duas ofertas. Uma era queimada (simbolizava completa rendição à vontade de Deus); a outra era oferta pelo pecado (cf. Lv 2.22-24; 12.6-8).

Queremos insistir no fato que Maria foi mulher de profunda sensibilidade espiritual. Sua fé e sua disposição de servir a Deus nos chamam a atenção, por isso deu uma atenção cuidadosa, à educação de seu filho nas tradições religiosas do seu povo, o povo judeu.

Mas ela sabia que precisava de um Salvador (Lc 1. 47). Tinha absoluta consciência de que Jesus era, não só humano, mas também divino e enviado por Deus (Gl 4.4) . Lucas 2.18 e 51 nos mostram que ela meditava cuidadosa, profunda e assiduamente sobre seus deveres. É o protótipo da mulher de reflexão; é o modelo, exemplo da esposa cristã ideal.

Maria deixou um mandamento: “Fazei tudo quanto Ele [Cristo] vos disser” (Jo 2.5). Confessa ter confiança plena no poder divino do seu filho.

“FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER”

Que é o que Ele diz? Entre outros ensinos:

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3. 36).

“Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo mas já passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á” (Mc 8. 34,35).

Isso significa que é preciso um Salvador pessoal, fé nesse Salvador e obedecer-lhe.